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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Votação para o símbolo da blusa e caneca da saúde coletiva UFRJ


Gente, hoje inicia a enquete que vai escolher o símbolo para estampar nossa camisa e caneca oficial da SAÚDE COLETIVA UFRJ. As opções são as 3 a seguir. Assim que vc esolher, vote logo aqui em cima, debaixo do título, ok? A votação encerra dia 19 de junho, às 23:59.
PODEM VOTAR!!!
 
SÍMBOLO NACIONAL DA SAÚDE COLETIVA

TARTARUGUINHA CASCUDA




MINERVA UFRJ

Nota do CASCO aos estudantes

"O Centro Acadêmico de Saúde Coletiva da UFRJ desde sua fundação tem
como princípio prezar por ser constituído de maneira participativa e
democrática. Tendo em vista ser o órgão de representação máxima dos
estudantes de saúde coletiva da UFRJ. Com isso todas as suas
deliberações contam com espaços para discussão e aprovação, sendo esta
conduta mais importante do que prazos ou exigências vindas de fora.
Viemos comunicar este fato para deixar claro que formas autônomas a
estas não representam o centro acadêmico e ferem a construção do nosso
movimento estudantil."


Gestão 2013
--
 *Centro Acadêmico de Saúde Coletiva (CASCO/UFRJ)  *
Gestão Saúde sob todos os olhares

Ata Reunião do CASCo – 22/05/2013




A reunião do Centro Acadêmico de Saúde Coletiva iniciou-se às 12:06 com os seguintes estudantes presentes: Carolyne Cosme, Gisele Nascimento, Thaísa Veríssimo, Caroline Diniz, Natalia Ternes, Thaisa Nogueira, Nathalia Palacio, Luis Guilherme Dantas, Eduardo Fernandes, Nathalia Rocha, Monique Darling, Daniela Araújo, Kelly Cristina Cunha, Tuana Rocha e Larissa Oliveira.
Na presente reunião iniciou o esquema gerencial proposto na reunião de chapa no qual definiu que todas as reuniões seriam como lanche coletivo na tentativa de atrair mais discentes e também definir período de tempo para informes e falas. Sendo assim, os primeiros quinze minutos foram direcionados apenas para os informes, deixando o restante do tempo para discussão dos pontos de pauta.
Informes:
  • Colação de grau da turma 2009
Carol Cosme iniciou com o informe sobre a colação de grau da turma 2009 que ocorrerá na sexta feira, dia 24, às 18:30, no auditório Roxinho do CCMN aberto para toda a comunidade. É uma ótima oportunidade para prestigiar a primeira turma formada do Rio de Janeiro.
Pontos de Pauta:
Alguns pontos de pauta foram pulados devido aos alunos que requisitaram não estarem presentes na reunião e serão transferidos para a próxima reunião que acontecerá dia 06/06 ao meio dia em ponto.
  • Avaliação da Semana do Calouro
Kelly ficou encarregada de passar essa informação. Disse que já tem o grupo vencedor e já disponibilizou, apesar das pessoas não terem visto (precisa de mais divulgação); Sobre o dinheiro diz que a turma precisa repassar para o financeiro e que está com a Carol Diniz. Ela, que também forma a coordenadoria financeira além de participar da comissão de trote, deve depositar a quantia na conta. Carol disse que pretende fazer uma avaliação com os calouros para que eles falem sobre o que funcionou ou não no trote e que aprendam como funciona esse evento. Mas que marcar um dia que consiga conciliar os horários de todos é difícil. Um problema identificado pela comissão foi que poucas que pessoas que compunham a comissão realmente ajudaram em todo o processo. Apenas cinco estavam realmente presentes e colaborativos. Os calouros tiveram dificuldade em se identificar nos grupos, pois não prestavam muita atenção no que a comissão falava.
  • Acessibilidade na Universidade
Thaisa Nogueira que é portadora de deficiência diz que existem muitos problemas de acessibilidade no IESC. Disse que pelo o instituto estar crescendo, ele não está conseguindo acompanhar a crescente demanda por acessibilidade para receber mais pessoas com deficiência. Foram presenciadas cenas com pessoas de fora quase se acidentando no chão desnivelado da entrada. Aulas no CCS são problemáticas para a estudante, pois depende de táxis ou da boa vontade de outros estudantes na hora de fazer o percurso IESC-CCS/ CCS-IESC. Ajuda de custo para auxiliar não apenas a ela e outros estudantes com deficiência (pois gastam mais com transporte porque a faculdade não está habilitada para acolhê-los), mas também aos alunos que não tem condições de arcar com as passagens.
Darling diz que a pessoa deve que correr atrás do processo, pois é meio complicado de acompanhá-lo, mas devem sim lutar pelos seus direitos.
Carolyne sugere conversar com a direção e coordenação para informar sobre a situação e pedir um auxílio como um carro que possa levar todos os alunos para aulas fora do instituto. Poderia dialogar com a SINTUFRJ ou ADUFRJ para conseguir transporte.
Thaisa propôs palestras e discussões sobre acessibilidade. Ela conhece gestoras que lidam com isso aqui no município e que se disporiam a vir debater sobre o assunto. Propôs também uma brincadeira feita por cursos da USP que, por meio de aparelhos modificados como cadeiras de rodas, óculos escurecidos com tintas e pesos, fariam com que as pessoas sentissem e passassem pelas dificuldades que os portadores de deficiências passam em ambientes como aquele. Pediu o apoio do CASCo pra organizar esse debate. Sugeriu também tentar apoio dos outros centros acadêmicos como o de Educação física, TO, fisio, engenharia e arquitetura para apoiar nesse ato.
Carol Cosme afirma que essa atividade deve ser feita no mesmo dia dos debates. Devemos apresentar uma proposta para a COMGRAD antes e requisitar uma manhã livre. Além das atividades, o Centro Acadêmico pode fazer uma carta ressaltando essas dificuldades e mandar pra decana. Disse também que na próxima semana tem reunião com o diretor Armando e que Thaysa deve ir para expor seus problemas além de ficar a frente de tocar esse movimento.
Kelly questionou se já não havia uma semana sobre acessibilidade na UFRJ. Thaisa disse que a semana de acessibilidade não aceitou a sua inscrição e nem de Flávia. Mesmo ela alegando que possuía deficiência e queria falar sobre isso eles não aceitaram.
  • IV Congresso das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, 08-09 junho em Itaipava/RJ
Carol, como representante da CONESC, explica como a coordenação fez articulações com os secretários de saúde. A ideia é ir nesses encontros pra dialogar com os secretários, divulgar o curso, tentar nos inserir no mercado. Segundo Carol, o secretário de Magé ficou entusiasmado com o curso e quer contratar mesmo que seja para estágio. Informou também que a CONESC fez uma cartilha sobre a graduação. A ideia é tirar pessoas pra irem divulgar a graduação com a ajuda das cartilhas (umas 40 seriam suficientes).
Os estudantes questionam se o acesso às discussões é fácil. Carol Cosme disse que sim e que também está interessada em comparecer. Outros interessados: Daniela Araújo, Carol Diniz, Tuana Rocha, Kelly e Natália Ternes.
  • Texto sobre assédio moral
O texto revisado foi lido por Larissa Oliveira e apoiado por todos os alunos presentes em reunião.
Inclusão de Ponto de Pauta:
  • ENESC
Carol Cosme sugere tentar organizar grupos em 4 atividades nos meses de junho, julho, agosto e setembro como rodas de conversas sobre as temáticas que serão pautadas no encontro. Os encontros serão na lógica de café coletivo para conversar e discutir os temas. A COENESC ainda não fechou o tema do encontro. Lembrou também que ainda precisamos de um novo representante para a COENESC
  • Venda de canecas pelo CASCo
Grande discussão sobre que símbolo colocar na caneca, pois o símbolo nacional escolhido não agradou aos estudantes cariocas. Carol Diniz fala que muitos estudantes estão procurando camisas e coisas da saúde coletiva para a compra. Thaísa Nogueira se disponibiliza a trazer na próxima reunião um quantitativo parcial dos alunos que estariam interessados em comprar os artigos. Sobre o símbolo, Luís sugere um símbolo que represente a saúde coletiva carioca. Sugestões como a minerva, a tartaruga e a cobra foram levantadas.
Fica decidido que o Centro Acadêmico esperará o desenho dos 3 símbolos para colocá-los em votação via blog e a votação ficará disponível por 14 dias corridos do dia de publicação. A data máxima decidida é 3 de julho (sujeita a alteração dependendo do dia da publicação).
Além da divulgação via facebook e e-mail, as estudantes Thaísa Nogueira e Nathalia Rocha se encarregaram de passar pelas turmas divulgando a votação.
Para a venda das canecas, o Centro Acadêmico usará a justificativa sustentável na não utilização de copos plásticos. Pedir informação com os alunos da medicina sobre onde eles encomendam suas canecas para compararmos o preço.
Encaminhamentos:
ü  Novo representante da CO-ENESC
ü  Selecionar estudantes para irem ao encontro de secretários de saúde
ü  Votação sobre o símbolo da caneca e camisa no blog com divulgação pelo facebook, emails e visitas em sala
ü  Sugestões de frases para pôr em camisas e canecas para a próxima reunião
ü  Carta falando sobre as dificuldades de acessibilidade do CCS para decana

Pontos para a próxima reunião (06/06 ao 12h):
  • Xérox
  • Segurança dos Alunos
  • Auxílio Financeiro para AISC
  • Falta e atraso nas disciplinas
  • Debate sobre os problemas sociais recorrentes/ Ação para o alto índice de estupros no Brasil
  • Comissão do ''Hino da Saúde Coletiva UFRJ''
  • Data de assembleia para aprovação de Estatuto

Ata da reunião do CA do dia 16/05



Reunião do CASCo, 16 de maio de 2013.

Presentes: Gisele Oliveira, Norberto dos Santos Junior, Raquel Proença, Eduardo Fernandes Felix, Natalia Ternes, Anderson Rodolfo, Renan Duarte, João Roberto, Tuana Rocha, Ianê Germano, Kelly Cristina, Nathalia Palácio, Monique Darling, Érika Fernandes, Felippe Cezário, Larissa Oliveira, Carolyne Cosme.
INFORMES!
- Encontro de Gestão da CONESC
O Encontro de Gestão ocorreu do dia 26 de abril a 1° de maio (Brasília), momento o qual os representantes da executiva refletiram e debateram sobre a graduação, o movimento estudantil nacional, estatuto e encontros regionais e nacional. O relatório final está sendo finalizado e em breve será enviado aos CAs e representações discentes.
- CONSUNI
Relato rápido sobre a última sessão.
Carol e Babi vão ver a viabilidade do CASCo solicitar liberação das aulas às 10h manhã e início às 15h a tarde para participação dos estudantes no Conselho. Preferencialmente os estudantes irem com a camisas do Fórum de Saúde, do HU, Saúde Coletiva, CASCo...
- Conselho de CA´s – eleição DCE
O CASCo se absteve do voto, pois não tivemos tempo hábil para discutir internamente. A eleição ocorrerá no mês que vem com urna não-eletrônica.
- Festa Junina
Ocorreram duas reuniões da Festa Junina. Esse ano teremos festa no Fundão e na Praia Vermelha. A festa do Fundão será custeada pela Prefeitura, já a festa da PV talvez seja através de auto-financiamento. Continuará a discussão sobre isso na próxima reunião. Esse ano os CAs terão que pagar uma taxa para o Fórum de Ciência e Cultura. Durante a reunião foi criado um GT para calcular em média qual é o custo total da festa. Comissão de Formatura da turma 2010 precisa solicitar a Comissão Organizadora do ano passado os custos da festa. Retificação dos repasses que o CASCo fará a turma 2010: 40% mais de R$ 4.000, 30% para R$ 3.000
- Conhecendo a UFRJ, 22-23 maio
Anderson está responsável em acompanhar a organização desse evento e conseguir os folderes.
O primeiro grupo escalado precisará decorar o stand
Norberto ficou responsável em separar os materiais que usaremos no stand (cadernos de saúde coletiva, panfleto, camisa, material de escritório...)
- Grupo de Estudo_Representação Profissional
Foi informado sobre a proposta de criação do grupo. Para maiores informações entrar em contato com os egressos Lais Relvas/UFRJ, Caio William/UnB e Cintia Clara/UFBA [colocar email deles]
- Congregação
Foi informado sobre a última sessão.
- Alguns professores tem reclamado que a solicitação de inscrição e trancamento tem sido feita após o término da disciplina, isso tem gerado grande incomodo.
- Alguns estudantes relataram que a secretaria tem muitas vezes realiza inscrições automáticas
- Retomou a discussão sobre a relação entre IESC e a Faculdade de Medicina (discutir e pensar em soluções) – Será enviada a relatoria do Congresso Interno do IESC em 2010, a qual aborda sobre esse assunto
- Relação entre IESC e a Faculdade de Medicina (convocar reunião extraordinária para discussão desse ponto)
- Abaixo-assinado de projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre o repasse de 10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde Pública Brasileira.
Carolyne Cosme está responsável em recolher as assinaturas e encaminhar para Brasília
- Ato no Canecão, 17.05 às 13h
- Ato na Praça XV pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial, 17.05 de 14h às 18h

- Felipe e João estão organizando uma Roda de conversas sobre Saúde no Campo, previsão de que a atividade ocorra no mês que vem

PONTOS DE PAUTA!
1.Substituição de nossas representações para o III ENESC
Por motivos pessoais as duas representantes da CoENESC (Jessica Salles SC5 e Nathalia Rocha SC3) abdicaram de suas vagas para representação no ENESC.
Decidimos que Monique Darling será nossa titular ocupando uma das cadeiras, tendo uma vaga ociosa.
Norberto ficou responsável em conversar com a turma 2011 e 2012; Carol Cosme em conversar com a turma 2013;
2.Segurança dos Alunos
3.Avaliação da Semana do Calouro       
4.Auxílio Financeiro para AISC
5.Acessibilidade na Universidade
6.Debate sobre os problemas sociais recorrentes/ Ação para o auto índice de estupros no Brasil
7. IV Congresso das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, 08-09 junho em Itaipava/RJ


Extra-pauta!
GT para pensar sobre um hino da Saúde Coletiva no IESC (interessados entrar em contato com Felipe SC1)

Pontos de pauta para próxima reunião
Todos que não foram discutidos – tópico 2 ao 7
Inclusão dos pontos: Xerox;  Faltas e atrasos na disciplina

terça-feira, 10 de julho de 2012

Divulgação de estágio


Bolsa Centro de Integração Empresa Escola (CIEE)

Seleciona-se estagiário(a) - graduando(a) em saúde coletiva, farmácia ou medicina -  para participar de atividades de grupo de pesquisa em Vigilância Sanitária. 
As atividades se referem ao acompanhamento e síntese das notícias/informações/artigos científicos referentes aos temas de interesse da vigilância sanitária e da judicialização da saúde e participação nas demais atividades do Centro Colaborador em Vigilância Sanitária, do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/Fiocruz.
Estima-se que  haja interesse nos temas, que gostem de ler e  escrever, que tenham boa redação e que estejam cursando acima do quarto período. 
Carga Horária semanal de 20 horas. Trazer histórico escolar, carteira de identidade, CPF e comprovante de matrícula atualizado.
Marcar entrevista pelo mail cecovisa@ensp.fiocruz.br.

*para alunos acima do 4º período.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE


Brasília, 15 de junho de 2012




Nova geração de sanitaristas marca presença na reunião do CNS


        Atento à importância da formação profissional para o avanço da saúde pública no Brasil, o Conselho Nacional de Saúde escolheu como um do principais temas da pauta as novas ocupações em saúde, debatendo especialmente sobre a  graduação em saúde coletiva.

        Na coordenação da mesa, o conselheiro Nacional Alcides Miranda observou que os cursos de graduação em saúde coletiva estão em expansão desde 2008 no Brasil e que resultam um passo a mais para consolidar e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

        “A profissão em saúde coletiva é uma área de saúde multidisciplinar da análise de realidades sanitárias”, definiu o coordenador do Fórum do Curso de Graduação em Saúde Coletiva da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Ricardo Ceccim. Em sua apresentação (abaixo) ele mostrou a evolução dessas iniciativas pelo País. No Brasil, há18 cursos de saúde coletiva em universidades públicas.

        As Universidades Federais da Bahia, de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Rio Grande de Sul foram as precursoras. Ceccim lembrou que a graduação em Saúde Coletiva já existe em vários países da Europa e no Caribe. No Brasil, o maior avanço deu-se entre 2008 e 2012, com a abertura de cursos de bacharelado – até então a saúde coletiva era tradicionalmente restrita a cursos especialização e pós-graduação.

Qualificação e comprometimento


        O professor adjunto do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (DSC/UnB), Antônio José da Costa Cardoso apresentou o projeto político-pedagógico do curso de Gestão em Saúde Coletiva da UnB. “Ainda não existem diretrizes curriculares nacionais para o curso de Saúde Pública, mas o curso nasce para colaborar com a consolidação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, explicou. Ele ressaltou que há um grande esforço para construir um currículo com um conjunto de disciplinas integradas e articuladas, centrado nas necessidades da saúde da população em referência.

        Desde a implantação do curso muitos desafios têm sido vencidos, ressalta Cardoso, mas ainda há obstáculos a superar, como por exemplo, articular para 2013 campos de estágio supervisionado, o reconhecimento do curso por parte do Conselho Nacional de Educação (CNE), bem como a criação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN).

        A reunião também contou com a participação de estudantes do curso de graduação em saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB), que chamaram a atenção para a importância de qualificar cada vez melhor os gestores do Sistema Único de Saúde e a necessidade de reconhecimento da importância da área de saúde coletiva. “Escolhi esse curso pensando em trabalhar na área de saúde sem me restringir à atuação clínica. Para mim, atuar na saúde é também contribuir para a emancipação e uma série de direitos que precisam ser garantidos”, resume o estudante Florentino Júnior, 20 anos, que cursa o sétimo período de saúde coletiva na UnB.

        Ao se pronunciar a convite do pleno, o estudante salientou que um novo perfil de gestores precisa ser estimulado. “Precisamos de gestores que tenham habilidades técnicas e políticas”, defendeu, argumentando que, à medida que o SUS puder apoiar mais esses profissionais com visão interdisciplinar, criando carreiras e assegurando bons vínculos de trabalho, vai qualificar cada vez mais a gestão da saúde pública no País.


        Para Ricardo Ceccim, além dos desafios acadêmicos a serem enfrentados, a falta de reconhecimento do profissional de saúde coletiva é um agravante. Diante de suas considerações, o pleno se comprometeu em avaliar nova resolução que contemple esses profissionais. O pleno deliberou um indicativo de avaliação dos egressos do curso de saúde coletiva, bem como a revisão da  Resolução nº CNS 287/97, com a Comissão de Recursos Humanos e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde.


Baixe aqui as apresentações sobre formação em saúde coletiva

Acesse aqui  o Plano Nacional de Saúde (PNS) e veja abaixo o que o PNS traz sobre a questão da formação

  1. Em relação aos profissionais de saúde de nível superior, as dificuldades referem-se à qualidade e adequação  do perfil necessário ao SUS. A equidade e o acesso universal aos serviços ficam prejudicados pela dificuldade apresentada por inúmeros municípios em fixarem profissionais em seu território, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A carência e má distribuição geográfica e social de profissionais, especialmente médicos, têm sido apontadas como problema grave, que atinge também outros países. 
  2. As estruturas de gestão do trabalho e educação na saúde são ainda incipientes em parte das secretarias estaduais de saúde e das secretarias estaduais de saúde.
  3. Em uma área considerada essencial como a saúde, a precarização do trabalho debilita a relação e expõe a fragilidade do trabalhador, tanto no setor público quanto na iniciativa privada (contratados ou conveniados).




Diretriz 11 – Contribuição à adequada formação, alocação, qualificação, valorização e democratização das relações de trabalho dos trabalhadores do SUS.

        Para enfrentar o desafio da adequada alocação de médicos e demais profissionais de saúde, de forma a garantir acesso com qualidade de toda a população ao SUS, está em curso e, será aprofundado, um conjunto de medidas educacionais, regulatórias e de gestão do trabalho em saúde. O Programa Nacional de Valorização do Profissional da Atenção Básica estimulará médicos, enfermeiros e dentistas recém-formados a atuar por um ou dois anos em municípios e localidades remotas, na Atenção Básica, sob supervisão presencial e à distância, a cargo de universidades públicas. Os locais contarão com a implantação de infraestrutura para que os profissionais possam receber o serviço de teleconsultorias e segunda opinião formativa na resolução dos casos clínicos e de questões envolvendo o processo de trabalho em saúde na Atenção Básica. Está prevista a oferta de curso de especialização em saúde da família por meio do sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e bônus na pontuação para ingresso na Residência Médica e Multiprofissional em Saúde.

        Outra medida envolve a possibilidade de quitação gradual do financiamento estudantil para médicos que optarem por atuar em municípios e localidades desprovidas de profissionais de saúde.

        A ampliação da residência médica e multiprofissional em especialidades e regiões estratégicas do País está entre as ações previstas para alcançar o objetivo e as metas de adequada alocação de médicos e demais profissionais de saúde. Para que a formação em serviço seja efetiva e tenha qualidade, a supervisão constante por profissionais mais experientes é fundamental. Para dar suporte à expansão com qualidade das residências, o Ministério da Saúde está formulando um plano nacional de formação e valorização de preceptoria.

        O uso das tecnologias de informação e comunicação para conectar em rede os profissionais em localidades remotas com as instituições formadoras e os diversos serviços que compõem as redes de atenção foram testadas no Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes, que será ampliado para todo o País, oferecendo teleconsultorias e segunda opinião formativa aos profissionais, em articulação com o UNA-SUS, que oferta cursos e módulos de aprendizagem a partir das necessidades formativas dos profissionais de saúde do SUS, disponibilizados no seu acervo colaborativo. Um dos componentes do UNA-SUS é a Plataforma Arouca que, integrando várias bases de dados, disponibiliza a relação dos profissionais e seu histórico de formação e trabalho, bem como a relação de cursos e atividades oferecidos pela rede.

        Serão ampliados, fortalecidos e alinhados com vistas ao fortalecimento da consolidação das redes de atenção à saúde, o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) e o Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (PET-Saúde), voltados para adequar o perfil dos futuros profissionais de saúdeàs necessidades, diretrizes e ao modelo de atenção à saúde estabelecidos no âmbito do SUS.

        A ampliação e a qualificação da formação profissional de nível médio dos trabalhadores do SUS deverão ser enfatizadas mediante o fortalecimento político, pedagógico, físico e administrativo das escolas técnicas – com atuação em forma de rede – e centros formadores do SUS. Será ampliado também o acesso dos trabalhadores da saúde à qualificação em serviço, a qual constituirá objeto de constante aprimoramento. A formação abrangerá, entre outros, agentes de combate a endemias, agentes comunitários de saúde, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde indígena, técnicos de vigilância em saúde, técnicos em novas áreas (manutenção de equipamento, órtese e prótese, registro de informação em saúde), técnicos e auxiliares em saúde bucal e técnicos em prótese dentária.

        A educação permanente de gestores e das equipes de todos os níveis da atenção deverá ser realizada visando o fortalecimento das redes de atenção à saúde, a continuidade dos cuidados e a integralidade. Deverão considerar como diretrizes a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a recuperação, definindo-se ações e atribuições em todos os níveis de atenção e o papel da equipe multiprofissional com o objetivo de buscar a resolubilidade dos serviços em cada ponto de atenção. Essa formação envolverá os profissionais de nível superior e médio, em conformidade aos princípios do SUS e alicerçada nas Comissões de Integração Ensino-Serviço (CIES), previstas na Lei 8080 e regulamentadas pela Portaria MS nº. 1996/2007 e em comissões/coordenações municipais voltadas para a gestão da educação e do trabalho em saúde.

        Ao lado dos processos de formação, permanecerá como prioridade estratégica a democratização das relações de trabalho e ações para a melhoria das condições de trabalho e valorização dos trabalhadores do SUS. Nesse sentido, serão fortalecidos e ampliados os espaços de negociação sobre as relações de trabalho no SUS em estados e municípios. A Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS (MNNP-SUS), espaço de diálogo entre gestores e trabalhadores do SUS, deverá ser também fortalecida e suas ações enraizadas nas demais esferas. Assim, mediante apoio técnico e financeiro, buscar-se-á incentivar a criação de novas mesas e espaços de negociação, bem como propiciar ações e experiências regionais sobre gestão do trabalho e implantar os protocolos já pactuados da MNNP-SUS. Outro elemento importante consistirá em garantir maior institucionalidadeà Mesa Nacional, com reformulação do regimento e de sua composição, além da articulação de suas ações com a agenda nacional de trabalho decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

        Outra prioridade será o Programa de Estruturação e Qualificação da Gestão do Trabalho no SUS (PROGESUS) que, a partir de sua reestruturação, ampliará suas ações, de forma a favorecer maior articulação com as iniciativas de democratização das relações de trabalho. O programa passará a ter quatro eixos: qualificação em gestão do trabalho e educação na saúde para trabalhadores de nível médio e superior; sistemas de informação; valorização de práticas inovadoras na gestão do trabalho; e democratização das relações de trabalho.

        O desenvolvimento de um sistema de informações sobre a força de trabalho em saúde, que permita a identificação dos trabalhadores, sua trajetória profissional, formação, condições de trabalho, dimensionamento da força de trabalho e projeções de necessidades, configurará grande e urgente desafio. A ferramenta desse sistema deverá permitir a articulação dos sistemas do MS, por intermédio do cadastro nacional de estabelecimentos de saúde, subsidiando assim a tomada de decisões dos gestores das três esferas.

        Na tentativa de identificar e divulgar as ações inovadoras e boas práticas de gestão do trabalho em saúde, será aberta uma linha de financiamento a projetos nesta área, por meio do InovaSUS gestão do trabalho. A iniciativa visará contribuir para que, ao longo do processo de formação em gestão do trabalho e educação na saúde, os alunos desenvolvam projetos de intervenção e possam concretizar suas ações por meio de incentivos financeiros e apoio técnico do MS, como mais um mecanismo de estimulo à criação das áreas de gestão do trabalho e educação na saúde.

        Ao lado disso, configurará prioridade igualmente o estabelecimento de novas relações de trabalho e capacitação dos gestores e gerentes no âmbito do SUS, de modo a favorecer a melhoria da eficiência. Para tanto, será fundamental a institucionalização da MNNP-SUS e a interlocução com diferentes setores e segmentos, tais como os Ministérios do Trabalho e Emprego, da Defesa e do Planejamento, o Conselho de Secretários de Saúde e o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, as entidades formadoras, os conselhos de profissões, as entidades nacionais de representantes de trabalhadores, entre outros.

        Outro espaço importante para o desenvolvimento dessa diretriz, e que envolve os atores supracitados, será o comitê nacional de promoção da saúde do trabalhador do SUS, instituído em 2009, responsável pela elaboração das diretrizes da política nacional de promoção da saúde do trabalhador do SUS, a serem implementadas a partir de 2012.

        A Rede de Observatórios de Recursos Humanos em Saúde (Rede ObservaRH), vinculada ao Ministério da Saúde e à Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) é responsável pelo desenvolvimento da área do conhecimento que engloba a gestão do trabalho e da educação na saúde. São desenvolvidas pesquisas e novas metodologias de análise com relação à identificação quanti-qualitativa da necessidade de profissionais, seu perfil, a composição tecnológica das equipes com base no modelo de atenção preconizado. Estão previstos também estudos para estimar a carga de trabalho ideal para cada categoria de profissionais que compõem a equipe de atenção básica.

Metas

        • A iniciativa de apoio ao desenvolvimento da graduação e pós-graduação em áreas estratégicas para o SUS, o Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) prevê a sua expansão para atingir um total de 1.000 cursos de graduação da área da saúde.

        • Articulado ao Pró-Saúde, o Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde (PET-Saúde) atingirá até 2014 a meta de concessão de 216 mil bolsas, garantindo a multiprofissionalidade.

        • A expansão da Residência Médica e Multiprofissional em Saúde deverá alcançar mais 4.000 bolsas, além das 2.600 que já estão disponibilizadas pelo Pró-Residência. A expansão deve garantir e aperfeiçoar a qualidade dos programas e priorizar a busca pela equalização dos programas pelo território nacional e as especialidades estratégicas em relação aos objetivos estratégicos e política nacional de saúde bem como o perfil sócio-epidemiológico da população e as necessidades regionais.

        • A ampliação e qualificação da formação profissional de nível médio dos trabalhadores do SUS envolverá o fortalecimento político, pedagógico, físico e administrativos da Rede de Escolas Técnicas e Centros Formadores do SUS (RETSUS). A meta inclui a qualificação pedagógica por meio da licenciatura de 360
professores que compõem os núcleos docentes das ETSUS. O PNS prevê a qualificação de 380 mil técnicos de nível médio como agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE). Serão formados 8.700 técnicos de nível médio nas áreas de auxiliar de enfermagem, agentes de saúde indígena, técnicos de vigilância em saúde, radioterapia, hemoterapia, citopatologia  e novas áreas – manutenção de equipamentos, órteses e próteses, registro de informação em saúde.

        • Implantar 18 núcleos estaduais de telessaúde Brasil até 2015, cobrindo todos os estados.

        • Serão inseridos 5.000 profissionais de saúde no Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica, para atuação em municípios e localidades desprovidos de atenção à saúde, sob supervisão e garantida a formação por meio de especialização e residência médica e multiprofissional em saúde.

        • Capacitar 7.970 profissionais na área de regulação, controle, avaliação e auditoria do SUS e sistemas de informação em saúde.